sexta-feira, 27 de abril de 2018




O que você busca? Felicidade...ou...Verdade?

A SABEDORIA É UNA E ÚNICA



Quando você se sente uno com a verdade, tudo se agrega, tudo se harmoniza. Você sente um ritmo — e esse ritmo é felicidade. Não se pode buscá-la diretamente.

A verdade tem de ser procurada. A felicidade é encontrada quando se encontra a verdade, mas a felicidade não é o objetivo. E se você buscar a felicidade diretamente, será cada vez mais infeliz. E sua felicidade será, no máximo, apenas um intoxicante para que você esqueça a infelicidade; é só o que vai acontecer. A felicidade é como uma droga — LSD, maconha, mescalina.

Por que o Ocidente chegou às drogas? É um processo muito racional. Teve de chegar a elas porque, na busca da felicidade, mais cedo ou mais tarde chega-se ao LSD. O mesmo aconteceu antes na Índia. Nos Vedas, eles chegaram ao soma, ao LSD, porque estavam buscando a felicidade; não eram realmente buscadores da verdade. Buscavam mais e mais gratificação — chegaram ao soma. Soma é a suprema droga. E Aldous Huxley, falando sobre a suprema droga, a ser encontrada em algum lugar no século vinte, chamou-a outra vez de 'soma'.

Sempre que uma sociedade, um homem, uma civilização, buscam a felicidade, têm de chegar de alguma forma às drogas — porque a felicidade é a busca pelas drogas. A busca da felicidade é uma busca do auto-esquecimento; é isso o que a droga ajuda a fazer.
Você esquece de si e assim não há mais miséria. Como pode haver miséria se você não está? Você está dormindo profundamente.

A busca da verdade está exatamente na dimensão oposta: não é gratificação, não é prazer, não é felicidade, mas — Qual é a natureza da existência? O que é a verdade? Um homem que busca a felicidade nunca a encontrará — encontrará, no máximo, o esquecimento. Um homem que busca a verdade a encontrará, porque para buscá-la ele próprio terá de se tornar verdadeiro. Para buscar a verdade na existência, primeiro terá de buscar a verdade em seu próprio ser. Terá de se tornar cada vez mais atento em relação a si mesmo.

Estes são os dois caminhos: o conhecimento — o caminho do mundo; e a lembrança de si mesmo — o caminho de Deus. E o paradoxo é que aquele que busca a felicidade nunca a encontra; e aquele que busca a verdade e não se importa com a felicidade, encontra-a sempre.
                
(Osho – A Harmonia Oculta).

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

SHUNYATA

“Shunyata” em sânscrito é a tradução da palavra Vazio, no qual tem sido muito mal compreendida pelas pessoas, porque a palavra tem uma conotação negativa. Quando ouvimos a palavra “vazio”, pensamos em alguma coisa negativa.
Na linguagem de Buda, o vazio não é negativo; o vazio é absolutamente positivo, mais positivo do que sua suposta plenitude, porque o vazio esta cheio de liberdade: todo o resto foi removido. Ele é espaçoso, todas as fronteiras foram abandonadas. Ele não tem fronteiras, e somente num espaço sem fronteiras a liberdade é possível. O vazio de Buda não é o vazio comum, ele não é apenas ausência de algo; é a presença de algo invisível.

Por exemplo, quando você esvazia seu quarto. À medida que você remove a mobília, os quadros, e as coisas que existem lá dentro, o espaço se torna vazio por um lado; mas por outro lado, algo invisível começa a preenchê-lo. Essa invisibilidade é “espacialidade”, amplidão; o quarto fica maior. À medida que você remove as coisas, o espaço vai se tornando cada vez maior e maior. Quando tudo é removido, até as paredes, então o espaço fica tão amplo quanto o céu.

Esse é todo o processo de meditação: remover tudo; remover-se tão totalmente a ponto de não sobrar nada, nem mesmo você! Nesse completo silêncio está a liberdade. Nessa completa quietude cresce o lótus de mil pétalas de liberdade. E uma deliciosa fragrância é liberada: a fragrância da paz, da compaixão, do amor, da bem aventurança.  

( Osho- “ A Descoberta do Buda”).

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O QUE É O AMOR?


Por Osho.

Tudo que sei é que experimentar o amor é uma das mais belas experiências da vida. Para vivenciarmos o verdadeiro amor, quatro passos devem ser celebrados.

O primeiro passo é: esteja aqui e agora - porque o amor só é possível aqui e agora.

O segundo passo em direção ao amor é: libertar-se dos sentimentos negativos… porque muitas pessoas amam, mas seu amor está contaminado por sentimentos como ciúme, possessividade, medo.

O terceiro: compartilhe. O amor é uma fragrância a ser compartilhada, irradiada. O amor não pode ser acumulado; ele só pode ser compartilhado.

E o quarto: seja um nada. Somente quando você está vazio de você, há o amor. Quando você está cheio de ego não é possível amar.

O amor e o ego não podem existir juntos. É impossível o amor e o ego estarem juntos porque amor e Deus são sinônimos. 

Somente uma pessoa que aprendeu a amar é madura. Uma pessoa madura não “cai de amor”, ela se “eleva no amor”. 

E quando duas pessoas maduras estão se amando, um dos maiores paradoxos da vida acontece. Elas estão juntas, são quase um, mas esta unidade não destrói a individualidade. 

Na verdade realça. Duas pessoas maduras em verdadeiro em amor ajudam-se mutuamente a se tornarem mais livres, mais plenas, mais completas.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

 A DOR!

“Um dos maiores desafios da jornada humana é sentir, ou melhor: lidar com aquilo que sente. Somente a disposição para enfrentar as dores existenciais que nos habitam podem curar a humanidade, pois são essas dores que geram a nossa insanidade. Não é insano matarmos uns aos outros? Não é insano destruirmos nosso planeta? Não é insano poluir rios, poluir a terra? Não é insano destruirmos nossa fonte de vida? Na minha visão tudo isso é insano, mas trata-se de uma insanidade produzida pela dor inconsciente que carregamos.

De tão desafiador que é sentir e lidar com os sentimentos, acabamos nos colocando dentro de uma armadura. Criamos um muro entre nós e o mundo e nos tornamos insensíveis, porque esse muro nos impede de sentir. E nós fazemos isso porque, em algum nível, existe a ideia de que sentir é muito perigoso. Em algum momento de nossa historia passamos por experiências dolorosas e difíceis de suportar e com isso precisamos amortecer a dor. Então erguemos um muro que é construído com muitos sentimentos: orgulho, medo, vingança, ódio, racionalização e diversos outros mecanismos de defesa. Em algum momento precisamos retirar a armadura e ficar vulneráveis para lidar com os sentimentos. Esse aprendizado é necessário ao processo evolutivo, porque você só pode sustentar o êxtase se conseguir suportar a tristeza, o canal de sentir é o mesmo!

Certa vez alguém disse que emoções são como cavalos selvagens. Elas são indomáveis, e os sentimentos são como corredeiras de água que você não controla e não sabe para onde irão levá-lo. Mas, em algum momento você terá que lidar com isso!

Para enfrentar a dor e lidar com os sentimentos negados, é preciso ter um tanto de humildade e de coragem. Humildade para admitir que realmente as coisas não foram fáceis, mas faça isso sem redimensionar a dor, sem fantasiar e cair no vitimismo. E a coragem para encarar tais dores, pois o fato de estar acomodado não significa que não dói. Identificar nossos distúrbios, preocupações e loucuras é o primeiro passo. No entanto, entre a identificação da doença e a cura há um caminho por vezes longo. Portanto além de humildade, é necessário ter comprometimento, coragem e firmeza para se libertar das defesas e desconstruir o muro.

Por isso tenho dito que a maior conquista da humanidade não diz respeito aos avanços científicos, mas sim à capacidade de identificar o que foi negado e de aprender a lidar com a natureza sombria. Devido à inabilidade que temos para trabalhar com isso, simplesmente tiramos esses sentimentos do nosso campo de visão, amortecemos e desenvolvemos máscaras. Ao mesmo tempo que existe a necessidade de aprender e crescer através do sofrimento, há também uma incapacidade de lidar com a dor. Esse paradoxo tem gerado um sofrimento desnecessário, por isso eu digo que se algo de real valor nesse mundo é o autoconhecimento. Esse é o caminho!”

(Srim Prem Baba- Propósito: A coragem de ser quem somos).
  

quinta-feira, 20 de abril de 2017



Querido Osho, Eu sou um advogado. Eu não sei como meditar e estou ocupado todo o tempo. Por favor, poderia me sugerir o que fazer?

- É importante compreender isto, porque todos os professores de meditação no mundo dizem que você tem que separar um tempo para meditação. Os muçulmanos têm que meditar cinco vezes ao dia. Por cinco vezes eles devem fechar suas lojas, seus negócios, se forem realmente muçulmanos. Mas isto é absolutamente impraticável. Se o homem está dirigindo um trem ou viajando num avião, e se tiver que parar cinco vezes, isto não vai ser meditação, isto vai ser um massacre!
Minha abordagem para meditação é totalmente diferente. Eu não lhe digo que você tem que ter um tempo separado para meditação. Meditação deve ser exatamente como a respiração. Você não tem um tempo separado para ela, de modo que pela manhã você respira e depois vai para seu trabalho e esquece de respirar. Você segue fazendo suas coisas e continua respirando.
Meditação deve ser alguma coisa que corre como uma subcorrente (*) ao longo de todas as atividades de seu dia. Eu vou lhe sugerir uma meditação simples. Não interessa o que você estiver fazendo – pode estar cavando um buraco na terra, plantando novas roseiras em seu jardim, trabalhando em sua loja ou defendendo uma causa no tribunal de justiça. O que você estiver fazendo, faça com toda consciência, faça com atenção total.

Eu lhe direi o que significa isto. Certa vez Buda estava passando por Shrivasti com seu discípulo mais querido, Ananda. Uma mosca veio e pousou em sua testa. Exatamente como nós faríamos, ele simplesmente abanou sua mão e a mosca se foi. Então ele parou e levou sua mão muito cuidadosamente e conscientemente. A mosca não estava mais lá, mas ele abanou sua mão com grande graça. Ananda não conseguiu entender o que estava acontecendo. Ele disse, ‘A mosca estava ali há poucos instantes mas ela já se foi. Agora, o que você está fazendo?’
E Buda disse, ‘Daquela vez eu fiz errado, eu fiz sem consciência. Eu continuei conversando com você e mecanicamente eu levantei minha mão, sem estar consciente do que estava fazendo. Agora eu estou fazendo da maneira como deveria ter feito da primeira vez, para me lembrar de que isto não deve acontecer de novo.’

Qualquer ação feita com consciência se torna meditação. No começo será difícil, você vai se esquecer várias vezes. Mas não se desencoraje. Mesmo se em vinte e quatro horas você conseguir estar consciente por vinte e quatro segundos, isto já é mais do que o suficiente, porque o segredo é o mesmo. Se você conseguir por um segundo, você já terá conhecido a chave, você terá descoberto o jeito. Então é só uma questão de tempo. Aos poucos haverá espaços maiores em que você estará consciente. A ação continua; e não apenas continua, ela se torna melhor do que era anteriormente, porque agora você está fazendo com muita consciência. A qualidade do que você faz muda porque você está consciente, está totalmente presente, sua intensidade muda, o seu insight, a sua compreensão e as suas ações começam a ter uma graça própria.

A meditação deve se espalhar pouco a pouco por toda a sua vida. Mesmo quando for dormir, ao deitar em sua cama, tenha alguns minutos para si quando for dormir. Nestes poucos minutos, esteja alerta – quanto ao silêncio, à escuridão, ao corpo relaxado. Permaneça alerta na medida em que o sono começa a chegar em você, até o ponto de estar completamente dominado pelo sono. E você ficará surpreso porque se você continuar alerta até o último momento quando o sono toma conta, de manhã, o primeiro pensamento será novamente sobre consciência. Qualquer que seja o último pensamento antes que você durma, é sempre o primeiro de manhã, quando você acorda, porque ele continua como uma subcorrente ao longo do seu sono.

Você não consegue encontrar tempo, ninguém consegue. O dia está muito cheio. Mas seis ou oito horas durante a noite podem ser transformadas em meditação. Mesmo um Buda ficará com inveja de você. Mesmo ele não consegue meditar oito horas. É simplesmente um esforço inteligente para transformar o seu sono. Ao tomar um banho, por que não fazê-lo com consciência? Por que fazê-lo mecanicamente? Fazer feito um robô, porque você faz todos os dias, acaba se tornando mecânico. Faça tudo não mecanicamente e aos poucos a meditação não será uma questão que necessite separar um tempo. Ela se tornará espalhada por todo o seu dia, vinte e quatro horas. Somente então você estará no caminho certo.
As pessoas que meditam dez minutos pela manhã, não estão alcançando muito. Porque são dez minutos de meditação e vinte e quatro horas contra a meditação – quem você acha que vai vencer? Você tem que jogar o peso de vinte e quatro horas de meditação contra vinte e quatro horas de vida comum. Então haverá a garantia absoluta de que o sucesso será seu.”

(*) NT: Segundo o dicionário Aurélio, "subcorrente" é a corrente que existe sob a corrente superficial, o mais das vezes em direção oposta a ela.
OSHO – The Last Testament- Vol. 5 - Cap. 22 - Tradução: Sw. Bodhi Champak

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quinta-feira, 6 de abril de 2017



Nesse mês participamos de um curso de Deeksha (Despertando na Unidade- com Sat Girish), onde vivenciamos essa ferramenta para trabalhar o despertar da consciência, devolvendo ao corpo um estado completo de relaxamento e descanso.
Gostaríamos de compartilhar com vocês um pouco sobre a Deeksha pelas palavras de seu fundador:

“Você NÃO deve viver com sentimentos de DEPRESSÃO, ANSIEDADE, TRISTEZA e IRRITABILIDADE, que interferem em sua capacidade natural de aproveitar a vida.

A maior parte dos desequilíbrios emocionais são resultados de necessidades nutricionais não satisfeitas, mau funcionamento do nosso cérebro, química do corpo e percepções inquestionáveis.

A ciência mostra hoje que cada EMOÇÃO tem uma REAÇÃO QUÍMICA correspondente ACONTECENDO no CÉREBRO.

Quando você vivencia emoções como medo ou estresse, o hipotálamo libera substâncias químicas e aminoácidos complexos chamados neuropeptídios que, posteriormente, são bombeados para a corrente sanguínea.

Estes neuropeptídios atingem os vários órgãos através do sangue. Eles atingem as células e se trancam nos receptores celulares.

Quando isso acontece, essas células se tornam imunes a qualquer forma de nutrição e alimentação.

Estas células se multiplicam para criar células NÃO saudáveis semelhantes.

É por isso que as pessoas com longas e prolongadas depressões muitas vezes revelam FALHAS ao seu médico. Nenhuma medicação ou tratamento FUNCIONA para elas.

O corpo, por natureza, foi projetado para experiências como o ÊXTASE, o AMOR e BEM-AVENTURANÇA. E também conhece o MEDO e a LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA.

Indo para estes DESAFIOS só estamos provocando aquela química do cérebro que lida com EMOÇÕES como o MEDO, a SOLIDÃO e a FRUSTRAÇÃO.

O resultado é que o seu cérebro estará esgotado e provocará um desequilíbrio de transmissores e hormônios no sistema límbico. Consequentemente, você se tornará EMOCIONALMENTE REATIVO.

No entanto, é possível ativar as partes do cérebro que lidam com AMOR, HABILIDADE e SOLUÇÕES.

Pesquisas sobre a DEEKSHA revelam que ela ATIVA certas áreas do cérebro que não seriam possíveis mesmo após anos de meditação.

A DEEKSHA está provando ser uma ferramenta muito poderosa em DEVOLVER ao corpo um estado completo de SAÚDE, e à mente a um estado de RELAXAMENTO e DESCANSO.”

– Sri Bhagavan

Mais informações sobre a Deeksha você encontra em:






segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A JORNADA INTERIOR







“Ao partir numa jornada, é claro que ajuda muito sabermos para onde vamos ou, ao menos, a direção geral que estamos tomando. Entretanto, não podemos esquecer de que a única coisa real sobre a nossa jornada é o passo que estamos dando neste exato momento. Isso é tudo o que existe. 


 Nossa jornada de vida tem um propósito externo e um interno. O propósito externo é o de alcançarmos o objetivo ou destino, realizarmos o que estabelecemos cumprir, adquirirmos uma coisa ou outra, o que, é claro, envolve o futuro. Mas, se o destino ou os passos que vamos dar no futuro tomam tanto nossa atenção que se tornam mais importantes do que o passo que estamos dando agora significa que perdemos completamente o propósito interno da vida, que não tem nada a ver com onde estamos indo ou com o que estamos fazendo, mas tudo a ver com o de que modo.


 Esse propósito interno não está relacionado com o futuro,
 e sim com a qualidade da nossa consciência no...

 O propósito externo pertence à dimensão horizontal de tempo e espaço enquanto o interno diz respeito ao aprofundamento do Ser na dimensão vertical do eterno Agora. Nossa jornada externa pode conter um milhão de passos enquanto a jornada interna só tem um, que é o passo que estamos dando neste exato momento. Quando tomamos maior consciência desse passo, percebemos que ele já contém dentro de si todos os outros passos, assim como o nosso destino

 Esse único passo se vê transformado em uma expressão da perfeição, um ato de grande beleza e qualidade. Ele terá nos levado para dentro do Ser e a luz do Ser brilhará através dele. “Este é tanto o propósito quanto à realização da nossa jornada interior: a jornada para dentro de nós mesmos.”


Eckhart Tolle